O câncer de reto é um tipo de tumor localizado na parte final do intestino grosso e exige um planejamento cirúrgico cuidadoso devido à sua proximidade com o ânus. A doença pode comprometer a qualidade de vida, principalmente no controle da evacuação.
Os fatores de risco são semelhantes aos do câncer de intestino, incluindo dieta pobre em fibras, obesidade, tabagismo e sedentarismo. Além disso, pessoas com histórico familiar da doença ou síndromes genéticas têm um risco aumentado.
Os sintomas mais comuns são sangue nas fezes, dor ao evacuar, alteração no hábito intestinal, sensação de evacuação incompleta e perda de peso inexplicável. Por estar localizado em uma área estreita, o tumor pode causar obstrução e dor intensa.
O diagnóstico é feito por colonoscopia, que permite visualizar a lesão e fazer biópsia. A ressonância magnética é usada para avaliar a profundidade do tumor e seu impacto nas estruturas próximas, ajudando a definir a melhor abordagem cirúrgica.
O tratamento pode envolver cirurgia associada à radioterapia e quimioterapia, dependendo do estágio da doença. Quando possível, busca-se preservar o esfíncter anal para evitar a necessidade de colostomia definitiva.
Após a cirurgia, é necessário um período de adaptação para que o intestino volte a funcionar adequadamente. Em alguns casos, a reabilitação intestinal pode ser necessária para recuperar o controle da evacuação e melhorar a qualidade de vida.